“Invalid boot.ini file” ao iniciar o Windows

Invalid boot.ini file

Este erro ocorre quando o arquivo de iniciação (“boot.ini”) do Windows é corrompido. Pode ser por ação de vírus ou por corrupção do Disco Rígido.

Para podermos repará-lo, precisamos possuir o disco de instalação do Windows XP em mãos (mesmo que a mensagem apareça em uma instalação do Windows 2000, precisamos usar o disco do XP – o Windows 2000 não possui o utilitário bootcfg, que nos permite refazer o arquivo boot.ini).

No Console de Recuperação do Windows, use os comandos:

chkdsk /r /p
fixboot
fixmbr
bootcfg /rebuild

O primeiro comando (chkdsk) verificará se o HDD possui algum setor defeituoso e o recuperará. Os outros comandos gravarão um novo setor de iniciação (boot) do Windows, possívelmente resolvendo o problema ^-^’

Instalador offline do Avira Free Antivirus (PT-BR)

A nova moda agora é disponibilizar todos os instaladores de modo on-line, ou seja, você baixa um pequeno arquivo que baixa apenas o que o usuário precisa.

Isso é bom para a população em geral, já que facilita o processo de instalação dos programas.

Mas para técnicos de informática ou quem possui internet lenta isso é ruim por 2 motivos:

1 – Se houver mais de um computador em casa, baixar o programa novamente pode ser demorado caso o programa seja muito pesado e a internet não ajude,

2 – Nem sempre possuímos acesso a internet e, sem ela, não conseguimos instalar o programa.

Justamente por estes motivos, procuro possuir apenas instaladores off-line em mãos. E com o Avira não é diferente. A versão off-line pode ser encontrada em:

http://www.avira.com/pt-br/download/product/avira-free-antivírus

No final da página, selecione a opção Avira Free Antivírus (sem conexão com a internet) (EXE)

Arquivos de instalação do Produto Avira

Recuperando arquivos sobrescritos pelo Dreamweaver usando o Cache do navegador

NOTA: Este post apenas é útil caso o arquivo sobrescrito seja processado do lado do cliente (como arquivos *.html, *.css ou *.js), já que o navegador não tem acesso aos scripts processados no servidor, apenas a resposta deles.

No post, comentarei como recuperar com o Opera em foco, apenas citando como mostrar os arquivos temporários em outros navegadores, como IE ou Firefox.

Usando o Dreamweaver, comecei a notar que ao salvar um arquivo Javascript ele simplesmente não salvava, mostrando o asterisco ao lado do nome mesmo pressionando <Ctrl> + <S>.

Dreamweaver não salvaApós mudar o arquivo que estava editando e voltar novamente para o arquivo Javascript em questão, o Dreamweaver mostrou uma mensagem dizendo sobre sobrescrever o arquivo para salvar as alterações.

Aceitei, afinal não havia feito alteração nenhuma no script em outros arquivos e poucos segundos antes ele salvava normalmente. Após salvar, vi que todo o conteúdo de um outro arquivo (index.php) foi salvo no lugar do arquivo javascript.

Decidi manter a calma e tentar recuperar o antigo javascript. Era um trabalho que vinha realizando a meses e, apesar de possuir backup, ele era da semana passada e admito que fiquei desmotivado ao pensar que teria de repensar em tudo que já havia feito e mudado no código, pensando até em deixá-lo de lado, ao menos por um tempo, até recuperar a motivação novamente.

Ao pressionar <CTRL> + <Z> para desfazer as alterações, nada acontecia. Logo pensei no pior.

Como havia pouco tempo que havia usado o script pela última vez (testando ele numa página Web), fechei a página de testes (para evitar atualizar a página sem querer e o Opera sobrescrever o arquivo em Cache pelo “novo” arquivo sobrescrito) e pesquisar como acessar o cache do Opera.

Logo no primeiro link, havia um link no Opera Brasil ensinando a salvar arquivos do Cache no computador (por isso que te amo Opera!).

Para acessar o cache do Opera, digite o comando abaixo na barra de endereços do navegador:

opera:cache

No Firefox, você pode acessar o cache digitando about:cache na barra de endereços.

No Internet Explorer, entre no Painel de Controle > Opções da Internet. Clique no botão Configurações e depois em Exibir arquivos.

Acessando arquivos no Cache do IEVoltando ao Opera: Clique em Listar todos os domínios para mostrar todos os arquivos salvos em cache.

Listando todos os arquivos em Cache no Opera

Na nova página, pressione <CTRL> + <F> para abrir a ferramenta de pesquisa. Digite o nome do arquivo (no meu caso, core.js) e ele deverá aparecer na listagem:

Recuperando arquivo do Cache no OperaE lá estava ele, com apenas algumas modificações não salvas. Apenas precisei clicar no nome do arquivo para poder salvá-lo no computador.

Nos outros navegadores (como IE e Firefox) o processo é bem parecido. Caso você tenha recarregado a página, pode ter sido tarde demais e o arquivo já estar sobrescrito no Cache e não há mais o que fazer.

Quando sobrescrevermos o arquivo não podemos recuperá-lo, diferente de deletarmos ele. Isso por que quando deletamos um arquivo ele não é removido do Disco Rígido, mas o Sistema Operacional apenas marca aquele espaço no Disco Rígido como livre e o arquivo somente será “deletado” quando outro arquivo ocupar este espaço. Isso por que deletá-lo definitivamente leva muito tempo. Existem programas que removem arquivos definitivamente, mas são um tanto quanto demorados.

Por isso que dizem que não devemos instalar programas de recuperação de arquivos na partição onde o arquivo que deletamos estava, por que ele pode acabar sobrescrevendo o arquivo deletado e ele se tornar irrecuperável.

Quando salvamos em cima do arquivo (como o Dreamweaver fez), o Sistema Operacional substitui o arquivo, sobrescrevendo o original no disco rígido. Por isso, a chance de recuperarmos estes dados são de 0%. A única alternativa mostrada neste post foi de recuperá-lo do Cache antes do fim.

Caso você tenha apenas deletado o arquivo, recomendo usar o Get Data Back for NTFS que nunca me deixou na mão quando deletei coisas sem querer, DESDE QUE VOCÊ TENHA DELETADO O ARQUIVO RECENTEMENTE pelos motivos já explicados acima.

Sobre os padrões de vídeo e áudio do Windows Media

NOTA: Não possuía muitos conhecimentos em relação a áudio/vídeo, e escrever este post me mostrou o quanto precisava pesquisar para explicar (e exemplificar) o que cada opção fazia (por exemplo, ao aumentar ou diminuir o sample rate ou bitrate). O resultado prático é óbvio – eles influenciam na perda ou melhora da qualidade do áudio/vídeo -, mas o por quê não. Isso me indagou a pesquisar mais como o áudio e vídeo são produzidos e armazenados e o resultado desse estudo está neste post da forma mais simples que pude encontrar para explicar, com exemplos do dia-a-dia e com vídeos do YouTube. Físicos e profissionais da área de áudio/vídeo, caso possam ajudar, por favor, sintam-se livres para comentar no final do post suas observações. o/

Queria inserir vídeos na minha apresentação final do Curso de Dicção e Oratória e, para isso, precisava converter alguns vídeos do YouTube para poder adicioná-los a Apresentação de Slides do PowerPoint.

Sabe aquelas mensagens que dizem que o vídeo não pôde ser reproduzido por falta de codecs? Eles decodificam o vídeo para que o computador possa formar a imagem na tela e sem o codec específico para aquele formato de vídeo ou áudio o computador não consegue “ler” o arquivo, mostrando a mensagem de erro. Isso explica por que um vídeo funciona no seu computador de casa e durante a apresentação ele não funciona: Seu computador possui o codec para reproduzir aquele formato de vídeo, mas o computador usado durante a apresentação não.

Para evitar esse problema (principalmente em apresentações), devemos dar preferências a formatos padrões de vídeos (ou seja, aqueles que o Windows possuí codecs nativos, sem precisar instalar nada no computador que vamos apresentar), como o WMV. Ele possui suporte desde o Windows 95 (com Windows Media Player instalado) e ao Linux (distribuições pós-2003); com isso, a possibilidade do vídeo não rodar durante a apresentação é mínima, mesmo que o computador seja o tanto quanto antigo.

Há alguns termos que você pode encontrar na hora de converter o áudio/vídeo que pode ser interessante abordar antes de começar o post:

  • Hertz: É a grandeza que usamos para calcular frequência. O nome é uma homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894). [7]
  • Imagine que uma lâmpada comum fique piscando uma vez a cada segundo. Essa piscada corresponde a oscilação. A frequência da oscilação, nesse caso, é uma vez a cada segundo. Aplicando a grandeza, corresponde a 1 Hz, e totalmente perceptível ao olho humano, certo? A televisão usa uma frequência de 60Hz (ou seja, atualiza a imagem 60 vezes por segundo), processo totalmente imperceptível ao ser humano [7].Frequência Elétrica
    Comentei sobre Hertz por que ele precisa estar claro para estudarmos o próximo item da lista:
  • Sample rate: É a fidelidade do áudio. [8] Sample vem de amostra, e rate vem de tempo, frequência. Ou seja, o número de amostras do áudio obtidas em 1 segundo. Quanto maior o Sample rate, maior a fidelidade do áudio já que um número maior de frequências do áudio são obtidas. [4][5]
  • Um pouco mais sobre frequência: Existem alguns apitos profissionais para treinamento de cachorros que não emitem sons, mas mesmo assim os cachorros sabem e correm em direção a quem está apitando. “Mas como?” Por que o apito funciona a uma 25-28 kHz. Sim, há som sendo emitido, mas nós não ouvimos, por que esta frequência é maior do que a frequência máxima que conseguimos ouvir (20 kHz). Como os cachorros podem ouvir uma frequência maior que a nossa, eles correm até a origem do som para ver o que é.
  • É como a imagem da TV (comentado no Hertz): A imagem é atualizada 60 vezes em 1 segundo (60 Hz) e nossos olhos não conseguem notar esta mudança. No caso do apito para os cachorros, o som muda 25.000 vezes (25 kHz) por segundo, mas o ouvido humano processa apenas 20.000 mudanças (20 kHz) por segundo. Sons emitidos acima de 20 kHz se tornam imperceptíveis , assim como a mudança na imagem da TV é imperceptível para nossos olhos.
  • timthumbReprodução
  • É o timbre (forma da onda e como ela se propaga) que nos permite diferenciar sons que possuem a mesma frequência. Por exemplo: O lá do piano e do violino possuem a mesma frequência (440 Hz), mas ao ouvirmos podemos notar que são produzidos por instrumentos diferentes, certo? Mais informações sobre timbres podem ser lidas na Wikipedia (que possui um artigo bem resumido e de fácil compreensão sobre isso).
  • Salvando apenas as frequências que o ser humano pode ouvir, diminuímos o tamanho do arquivo de áudio. Esta é a principal diferença entre MP3 e WAV: O MP3 é menor que o WAV por que ele mantém apenas os ciclos que podemos ouvir (20 kHz), enquanto o WAV mantém todas as frequências, mesmo aquelas que não podemos ouvir. Pessoas com uma audição mais aguçada conseguem perceber a perda de qualidade quando convertemos WAV para MP3.
  • Algumas pessoas são amantes do Vinil por que eles conservam todas as frequências do áudio, possuindo uma qualidade maior que o áudio digital.
  • Lembrando que o ciclo da onda somente termina quando ela atinge o ponto máximo (20 kHz), desce até o ponto mínimo (20 kHz) e volta ao nível de equilíbrio [9]:Frequência ElétricaSomando o ponto máximo (20 kHz) e o ponto mínimo da onda (20 kHz), obtemos 40 kHz.
  • Certo, mas por quê usamos 44.1 kHz e não 40 kHz? Isso tem a ver com os primórdios do áudio digital. O áudio e vídeo eram guardados juntos (VHS), e a frequência do áudio era a mesma do vídeo (44.1 kHz) [5][6]. Com isso, a frequência 44.1 kHz se tornou padrão até os dias atuais. Esse valor é importante por que algumas pessoas possuem uma sensibilidade maior a sons, podendo ouvir frequências de até 22 kHz. Para elas, usando 44.1 kHz, não há perda perceptível na qualidade de som.
  • Bitrate: É a integridade do áudio/vídeo. [8] Ao diminuirmos o bitrate notamos perda na qualidade da imagem (em vídeos) com pixels aparentes e no áudio o som se torna “abafado”. O bit rate interfere diretamente no tamanho do áudio/vídeo.
  • Usar CBR (Constant Bitrate) ou VBR (Variable Bitrate)? O CBR possui maior qualidade que o VBR com mesmo bitrate por que o bitrate nunca muda, é sempre o mesmo, já o VBR sofre variações (tanto diminuindo quanto aumentando a qualidade todo o tempo). Em geral, o VBR é usado apenas em transmissões de áudio/vídeo (como conversas por webcam ou rádios on-line), já que o tamanho do arquivo de áudio varia entre menor (quando o interlocutor fala, por exemplo, onde a complexidade do áudio é menor) e maior qualidade (quando a música volta a tocar) sendo interessante para quem possui internet lenta. Se usarmos CBR neste caso, tanto o som quanto a voz do interlocutor terão a mesma qualidade sempre, interessante para quem possui internet de boa qualidade.

Prism Video Converter

Voltando ao Windows Media: Abri o Prism Video Converter (programa que uso para converter vídeos), selecionei WMV e nas opções de conversão pude encontrar três versões do mesmo codec para selecionar! E agora? Pesquisando um pouco (e realizando testes) pude chegar as seguintes conclusões:

  • Windows Media Video 8 ou WMV2: Foi o formato que melhor apresentou qualidade de vídeo nos testes que pude realizar devido ao fato dos vídeos que converti possuírem baixa qualidade.
  • Windows Media Video ou WMV3: Considerei o WMV8 melhor nos testes que pude realizar por que o WMV9 possuí filtros para melhorar a qualidade do vídeo, como o blur [1] (quando nos referimos a vídeos, o nome correto é frame interpolation ou motion interpolation), MAS ISSO É RELATIVO. O blur torna a imagem um pouco “embaçada” para esconder os pixeis caso note que o vídeo possua baixa qualidade. Como os vídeos do YouTube possuíam pouca qualidade, o blur se tornava muito aparente e borrava todo o vídeo, tornando-o irreconhecível.
  • Windows Media Video 9 Screen: Ele é um formato otimizado para a gravação da tela (screen) do nosso computador. Não o use para outras situações, já que há perdas de cores e em trocas bruscas de imagem (por exemplo, está filmando uma cena e há uma mudança para outra cena muito rapidamente) há uma demora perceptível até que a imagem seja “trocada”. Como na tela do computador o conteúdo muda pouco (na maior parte é estático) este padrão é perfeito para tutoriais passo-a-passo como, por exemplo, gravar em vídeo como criar uma conta no Outlook e mandar por e-mail para um amigo este vídeo em anexo. Use-o apenas se o fundo do vídeo muda muito pouco e o vídeo possua poucas cores ou para gravações da tela do computador. Ele usa menos recursos do computador para reprodução de vídeo, sendo útil para computadores antigos. [2] (como computadores com Windows 98 instalados que podem apresentar travamentos ao reproduzir vídeos de maior qualidade).
  • Caso o vídeo seja de alta qualidade, o melhor é usar o WMV9, já que, nestes casos, o blur é quase imperceptível (por que é pouco aplicado) e resulta em um vídeo com uma qualidade tão boa quanto o original. Toda conversão gera perda, isso é importante notar. Convertendo como WMV8, há perda de qualidade em relação ao original (mesmo convertendo com o mesmo bitrate do vídeo original) e pixeis que não apareciam no arquivo original podem se tornar aparentes em vídeos de boa qualidade. Há poucas diferença (em MB) de tamanho entre o WMV9 e o 8 (em vídeos com o mesmo bitrate e sample rate, ou seja, mesma qualidade), apenas muda o tempo de conversão entre um e outro (enquanto o WMV8 levou segundos para converter um vídeo, o WMV9 levou o tempo de duração do mesmo vídeo para converter; como se o WMV9 converte-se segundo por segundo do vídeo enquanto o WMV8 converte-se vários segundos de uma vez).
  • Ambos os formatos possuem compatibilidade com o Windows 95 e superiores com Windows Media Player instalado.

Mas não somente precisamos selecionar o codec de vídeo que vamos utilizar. Precisamos selecionar o codec de áudio. Havia 3 opções para selecionarmos:

  • Windows Media Audio Voice 9: Usado para gravações. Ele é otimizado para diminuir ruído (estabilizando a frequência do áudio), como de Microfones, tornando o som mais limpo. Ele é útil para vídeos que possuem pouca qualidade no áudio. A perda de qualidade é perceptível apenas quando a frequência muda bruscamente (por exemplo: está em um diálogo entre personagens e logo começa uma música no fundo).
  • Windows Media Audio 9: Possuí qualidade de CD, possuindo qualidade 20% superior a seu antecessor (WMA 8) [2].
  • Windows Media Audio 10 Professional: Use-o apenas se estiver convertendo vídeos que possuem padrão surround (5.1 ou 7.1).
  • Todos os formatos acima possuem compatibilidade com Windows 95 e superiores com Windows Media Player instalado. O Windows Media Audio 10 Professional somente reproduzirá em sua máxima qualidade no Windows XP e superiores com Windows Media Player 10 (ou superior) instalado; caso contrário, ele reproduzirá no padrão WMA9 (stereo) [3].

[1] Windows Media Video – Wikipédia (Inglês) – http://en.wikipedia.org/wiki/Windows_Media_Video#Windows_Media_Video

[2] About the Windows Media Codecs – Microsoft Developer Center (Inglês) – http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/windows/desktop/gg153556(v=vs.85).aspx#windows_media_audio_9

[3] Windows Media Audio – Wikipedia (Inglês) – http://en.wikipedia.org/wiki/Windows_Media_Audio#Windows_Media_Audio_Professional

[4] Sample rate ou taxa de amostragem, saiba o que é – Tétrades - http://tetrades.com.br/2012/12/08/sample-rate-ou-taxa-de-amostragem/

[5] O Porque do Sample Rate 44.1 – Audioclicks – http://www.audioclicks.com.br/blog/2008/08/22/porque-441/

[6] Sample Rate – Mitos e Verdades – Audição Crítica – http://www.audicaocritica.com.br/pro-audio/196-sample-rate-mitos-e-verdades

[7] O que é frequência elétrica – Eletricante – http://www.eletricante.com.br/2012/07/o-que-e-frequencia-eletrica.html

[8] Optimal Audio Codec and corresponding format/option for the recording of voice in small and large lecture halls – Super User (Inglês) – http://superuser.com/questions/386777/optimal-audio-codec-and-corresponding-format-option-for-the-recording-of-voice-i

[9] Define-se comprimento de onda por… – Yahoo! Respostas - http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090831130216AABg7ln

Adicionando o SP1 ao disco de instalação do Windows 7

NOTA: Você precisa estar usando um computador com Windows 7 (ou superior) para poder adicionar o SP1 ao DVD.

Meu DVD com o Windows 7 não possuía SP1 integrado. O problema é que toda vez que fazia manutenção nos computadores dos clientes precisava instalar o Service Pack. A instalação demora muito, mas nunca conseguia encontrar um tempo para resolver isso.

A gota d’água foi ao tentar instalar o SP1 em uma VM no Hyper-V em casa (ambiente de testes). A instalação seguia 2 horas e ainda não havia terminado. Decidi cancelar a instalação e realizar a integração do SP1 direto no DVD e realizar a instalação do Windows novamente.

O processo é bem simples, mas não deixa de ser demorado! Precisamos de:

Disco de instalação do Windows 7,

Windows 7 SP1 (apenas instalador) – Adicionaremos o SP1 ao disco de instalação. Para isso, precisamos ter o instalador para extrairmos os arquivos que adicionaremos ao disco. Baixe a versão de acordo com o DVD de instalação. Caso queira adicionar o SP1 ao Windows 7 de 32-bits, baixe o arquivo Windows6.1-KB976932-X86.exe. Caso o DVD de instalação seja do Windows 7 x64, baixe o arquivo Windows6.1-KB976932-X64.exe.

Windows 7 Service Pack 1 Prepare – Este script criado por Stannieman and Raoul (do fórum My Digital Life) extraí o instalador do SP1 e todos os arquivos necessários para que possamos adicioná-lo ao DVD.

Windows 7 SP1 AIK – Este não é o WAIK completo (que possui 2,5GB), mas apenas os arquivos que precisamos para este post: Possui apenas o ImageX (para diminuirmos o tamanho da imagem antes de gravar no DVD) e o OSCDIMG (para criarmos uma ISO bootável). Acompanha o Intlcfg (para adicionarmos Pacotes de Idioma ao disco), mas não usaremos ele neste post.

Procedimento

Abra Computador > Disco Local (C:) e crie o diretório DISM. Dentro dele, crie a seguinte estrutura de diretórios:

Estrutura do diretório DISM

Dentro do diretório AIK, extraia o arquivo windowsaik_7sp1.rar (Windows 7 SP1 AIK). Com isso, ele deverá contar com dois diretórios: X86 X64. Comentaremos sobre este diretório apenas no final do post.

Dentro do diretório WINDOWS7, copie TODO o disco de instalação do Windows 7. Se quiser, pode adicionar outros arquivos neste diretório. Futuramente ele se tornará em uma ISO para que possa ser gravada em DVD e todos os arquivos que você adicionar neste diretório também estarão no DVD final. Lembrando que isso conta no tamanho final da ISO, e adicionando muitos arquivos desnecessários a imagem pode ficar muito grande para ser gravada em um DVD.

No diretório Mount montaremos (mais tarde) a imagem da edição do Windows 7 que queremos adicionar o SP1.

Como assim, “montar a imagem”? No Windows XP, todos os arquivos de instalação eram “jogados” dentro do diretório i386 do CD de instalação. A partir do Windows Vista, a Microsoft passou a compactar este conteúdo por que o Windows cresceu muito (de 1,5GB passou a necessitar 15GB de Espaço Livre!) e não cabia em um DVD normal. Para podemos editar o conteúdo do DVD, precisamos extrair esta imagem (que podemos considerar um arquivo ZIP gigante, mas é um pouco mais complexo que isso o/).

Agora, abra o arquivo que você baixou no começo do post (service_pack_1_prepare.rar) e o extraia em C:\.

NOTA: O Script funciona apenas quando é extraído na raíz do diretório C:\

Você deverá ver um novo diretório com o nome Work. Abra-o.

Dentro dele, há 2 diretórios que nos interessam por enquanto: SP1_X64 SP1_X86. Dê dois cliques naquele que estiver de acordo com a arquitetura do Windows 7 que você deseja adicionar o SP1. Caso seja o Windows 7 X64, escolha o primeiro diretório. Caso contrário, escolha o segundo.

Estrutura do diretório WorkAgora, copie o instalador do Windows 7 SP1 (Windows6.1-KB976932-XYY.exe, onde YY é a arquitetura do S.O) para o diretório correto. Após copiá-lo, precisamos renomear o instalador para SP1.exe, como na imagem abaixo (como estou adicionando o SP1 ao DVD de 64-bits, escolhi o diretório SP1_X64):

Renomeando o instalador para SP1

Ainda dentro deste diretório, crie outro diretório chamado DIR. O Script pedirá para que você selecione este diretório onde o instalador do SP1 será extraído.

Agora, volte ao diretório C:\WORK. Dentro dele, abra o diretório SCRIPT_XYY_v0.02, onde YY é a arquitetura do instalador do SP1. Dentro dele, haverá apenas um diretório. Abra-o.

Dê botão direito no Script e selecione Executar como administrador…

Executando o Script que extrairá o instalador do SP1 do Windows 7

Script é automático e levará alguns minutos para extrair o instalador e suas dependências. Tudo o que precisamos informar é o diretório onde vamos extrair o SP1. Selecione o diretório DIR que criamos anteriormente dentro de SP1_XYY!

Selecionando o diretório onde extraíremos o instalador do SP1

Quando o script terminar, abra o diretório C:\Work\SP1_XYY\DIR. Precisamos editar 3 arquivos para que possamos instalar o SP1 Offline.

Como assim, “offline”? A primeira vista, podemos pensar que é sem acesso a internet. Mas não. Quando editamos uma imagem, há dois modos: online e offline. Quando nos referimos a imagem, online significa o computador que estamos usando no momento e offline é o disco de instalação. O instalador do SP1 foi programado apenas para ser instalado APÓS a instalação do Windows 7 (online). Queremos que ele seja instalado ANTES, direto no DVD (offline).

Procure pelo arquivo update.mum e abra-o com o Bloco de notas. No final do arquivo, substitua allowedOffline=”false” para allowedOffline=”true”.

Realize o mesmo processo no arquivo Windows7SP1-KB976933~31bf3856ad364e35~Arquitetura~~6.1.1.17514.mum, onde Arquitetura varia de acordo com o instalador do SP1.

Nossa última alteração é no arquivo update.ses. Precisamos mudar:

<Tasks operationMode=”OfflineInstall“>

<Phase>

<package id=”Windows7SP1-KB976933~31bf3856ad364e35~x86~~6.1.1.17514″ targetState=”Absent“/>

</Phase>

</Tasks>

Para:

<Tasks operationMode=”OfflineInstall“>

<Phase>

<package id=”Windows7SP1-KB976933~31bf3856ad364e35~x86~~6.1.1.17514″ targetState=”Installed“/>

</Phase>

</Tasks>

Com isso, estamos prontos para iniciar a integração!

Abra o Menu iniciar > Todos os Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > botão direito em Prompt de comando -> Executar como administrador.

No Windows 8, o processo muda um pouco devido a ausência do Menu iniciar, e pode ser conferido neste post.

Como no DVD (em geral) há várias edições (Starter, Home Basic, Home Premium, Professional, Ultimate), precisamos selecionar aquela que queremos integrar o SP1. Caso você queira adicionar em todas, basta repetir o post novamente (á partir deste ponto) para cada edição.

Para podermos verificar as edições que o DVD possui, use o comando:

# Lembrando que o disco de instalação do Windows 7 deve estar em C:\DISM\WINDOWS7, como comentado no começo do post.
Dism /Get-WIMInfo /WIMFile:C:\DISM\WINDOWS7\sources\install.wim

Você deve ter um resultado parecido com a imagem abaixo:

Verificando todas as edições que um DVD do Windows 7 possuiAgora, escolha o Índice de acordo com a Edição que você deseja adicionar o SP1. Como quero adicionar o SP1 ao Windows 7 PROFESSIONAL x64, o índice que usarei é o 8.

Note que o índice pode mudar de DVD para DVD, por isso é importante você verificá-lo sempre para não adicionar o SP1 na edição errada (e ter que repetir todo o processo novamente…).

Agora, precisamos extrair a imagem da edição que queremos instalar. Para isso, use o comando:

Dism /Mount-WIM /WIMFile:C:\DISM\WINDOWS7\sources\install.wim /Index:8 /MountDir:C:\DISM\MOUNT

Demorará alguns minutos até que a imagem seja montada, mas seja paciente.

Agora, podemos adicionar o SP1 ao diretório onde extraímos a imagem (C:\DISM\MOUNT) com o comando:

Dism /Image:C:\DISM\MOUNT /Add-Package /PackagePath:C:\Work\SP1_X64\EXTRACT

Note que SP1_X64 pode mudar de acordo com a arquitetura da edição que você está adicionando o SP1.

Caso este processo falhe, é provável que este DVD do Windows já foi modificado anteriormente. É melhor usar um DVD sem modificações para adicionar o SP1.

Após adicionar o SP1 (pode levar 30 minutos ou mais dependendo do seu computador), salve as alterações com o comando:

DISM /UnMount-WIM /MountDir:C:\DISM\MOUNT /Commit

Com isso, temos o SP1 adicionado ao nosso DVD de instalação.

Caso queira saber se o SP1 realmente foi integrado (caso não fosse, retornaria uma mensagem de erro, mas para não perder uma mídia de DVD à toa e verificar somente no final da instalação que o SP1 não está incluído, pode ser útil), você pode usar o comando /Get-WimInfo novamente, mas informando o índice para obter mais informações de uma edição específica:

DISM /Get-WIMInfo /WIMFile:C:\DISM\Windows7\sources\install.wim /index:8

Como verificar se o DVD do Windows 7 possuí SP1 incluídoMas ainda precisamos compactar a imagem (opcional) e criar a ISO bootável.

Lembra que baixamos e extraímos os arquivos principais do Windows AIK em C:\DISM\AIK no começo do post? Usaremos eles agora.

Agora, no prompt, use o comando:

cd C:\DISM\AIK\xYY

Onde YY é a ARQUITETURA DO SEU COMPUTADOR E NÃO DA IMAGEM QUE VOCÊ ESTÁ ADICIONANDO O SP1.

Exemplo: Possuo o Windows 8 x64 instalado e, por suposição, adicionando o SP1 ao Windows 7 x86. Entrarei no diretório X64 por que possuo o Windows de 64 bits. Não tem nada a ver com a imagem desta vez, mas sim com a arquitetura (32 / 64 bits) do computador que você está usando para adicionar o SP1 ao disco de instalação do Windows.

Caso queira compactar a imagem para ocupar menos espaço no DVD (opcional, mas recomendado), use os comandos:

imagex.exe /compress maximum /export C:\DISM\Windows7\sources\install.wim * C:\DISM\install.wim
del C:\DISM\Windows7\sources\install.wim
move C:\DISM\install.wim C:\DISM\Windows7\sources\install.wim

NOTA: Caso você queira deixar apenas esta edição no DVD (removendo todas as outras), substitua o * pelo número do Índice que você adicionou o SP1 (no meu caso, seria 8). Com isso, você pode criar um DVD apenas com esta edição.

Com isso, compactamos a imagem para C:\DISM\install.wim e substituímos a imagem original pela compactada (com os dois últimos comandos).

Agora, criaremos nossa ISO bootável para podermos gravar nossa imagem customizada mais tarde com um gravador de DVDs.

Lembrando que apenas a edição que escolhemos no índice possuí o SP1 integrado. Caso queira adicionar o SP1 as outras edições também, será preciso repetir o passo-a-passo do post novamente (comece a ler após a edição dos 3 arquivos do instalador do SP1, onde começamos a usar o DISM) ANTES de criar a ISO.

Para criar a ISO bootável, use o comando:

oscdimg.exe –lWindows7_SP1 -m -u2 –bC:\DISM\WINDOWS7\boot\etfsboot.com C:\DISM\WINDOWS7 C:\DISM\Windows7_SP1.iso

Você precisará usar um gravador de DVDs (como o CDBurnerXP ou PowerISO [pago]) para gravar a imagem em um DVD, que está salva em C:\DISM\

Espero que este post tenha te ajudado e qualquer dúvida, sugestão ou agradecimento, comente! É bom interagir com vocês, mesmo. Meu blog não seria nada sem vocês. :D


Referências

DISM – Integrando o Windows 7 Service Pack 1 a imagem de instalação via Offline Servicing – Blog do Anderson Thiago – http://athiago.wordpress.com/2011/03/18/dism-integrando-o-windows-7-service-pack-1-a-imagem-de-instalacao-via-offline-servicing/

Reduce/Compact your WIM Images with EXPORT – MrPowerScripts (YouTube) – http://www.youtube.com/watch?v=EuhZ9eqdObQ

How to create bootable Windows 8 ISO DVD using Oscdimg.exe – Windows Valley – http://www.windowsvalley.com/create-bootable-windows-8-iso-dvd/

Erro 0x80072ee2 ao acessar o Microsoft Update

Após a desinstalação do IE8 para voltar a usar o IE6 no Windows XP, ao acessar o Windows Update recebia a mensagem de erro 0x80072ee2.

Ao procurar sobre o erro no Google, logo surgiu a solução no Microsoft Answers e decidi repassar aqui no blog.

Antes de tudo, você precisa baixar o Unlocker. Isso por que precisamos deletar alguns diretórios do Windows Update que são protegidos pelo Windows (mas nada que o Unlocker não possa nos ajudar!).

Após o download e instalação do Unlocker (desmarque a QuickSearch durante a instalação!), abra o Menu iniciar Executar (ou use a barra de pesquisa no Windows Vista+) e digite %WINDIR%\SoftwareDistribution e pressione <ENTER>.

Dê botão direito no diretório Downloads e selecione a opção Unlocker.

UnlockerNa nova janela que aparecer, selecione a opção Apagar e pressione OK.

Apagando arquivos com o UnlockerPrecisamos realizar o mesmo procedimento no diretório %WINDIR%\system32\CatRoot.

Com isso, o Windows Update deve voltar a funcionar normalmente!

Removendo vírus manualmente

Nem sempre o Antivírus consegue lidar com um vírus. Ás vezes, mandamos deletá-lo mas após reiniciarmos o vírus novamente está lá.

Nestes casos, o que podemos fazer é hibernar o vírus. Se tivermos sorte, podemos deletá-lo.

Desabilitando a Restauração do Sistema

O Antivírus detectou um vírus e escolhemos deletá-lo. Mas após reiniciarmos o computador, novamente o Antivírus soa o alarme pelo mesmo vírus. Mas como?

Os vírus voltam por que o Windows possuí um recurso chamado Restauração do Sistema. Toda vez que modificamos o computador (instalamos um programa, por exemplo) o Windows faz uma cópia do estado atual do sistema.

Com isso, caso o programa cause problemas, o Windows pode automaticamente repor os arquivos que foram modificados/deletados pelos arquivos que existiam antes do programa ser instalado.

Os vírus se aproveitam deste recurso salvando os arquivos infectados na Restauração do Sistema. Quando o Windows identifica que os arquivos foram modificados, ele restaura a cópia do arquivo salva na Restauração do Sistema, que possui o arquivo infectado.

O Antivírus detecta esta ação e soa o alarme.

Para podermos desabilitar este recurso (podemos habilitá-lo mais tarde, após a remoção do vírus), abra o Menu iniciar. Dê botão direito em Computador e clique em Propriedades.

NOTA: Caso possua o Windows 8, pressione as teclas [Windows] + [Pause Break] ou acesse as propriedades do sistema em Painel de Controle > Sistema.

Na Barra Lateral Esquerda, clique em Configurações avançadas do sistema.
ScreenShot009Agora, entre na aba Proteção do Sistema e clique no botão Configurar.

Agora, selecione a opção Desativar a proteção do sistema.

Desabilitando a Restauração do sistema no Windows Vista/7/8Após isso, precisamos deletar todos os pontos de Restauração (arquivos salvos) para que possamos, junto a isso, deletar o vírus que pode estar guardado lá.

NOTA: Somente reative a Restauração do sistema após a remoção do vírus! Caso contrário, ele poderá voltar novamente usando este recurso.

Removendo o vírus da iniciação

Um vírus somente causará mal quando estiver sendo executado no computador. Como a maioria roda em segundo plano, não podemos notar que o vírus está executando (apenas se ele causa lentidão no computador, por exemplo).

Nestes casos, não podemos vê-lo em ação, nem mesmo próximo ao relógio. Mas para que eles possam ser executados, eles precisam estar no registro de iniciação do Windows.

Modificando este registro, podemos remover o vírus da iniciação. Com isso, o vírus continuará lá, mas inativo. Ao executarmos a verificação do Antivírus após a reiniciação, poderemos deletar o arquivo, por que ele não estará mais em execução. (Exemplo: Não podemos deletar um documento enquanto estamos editando ele no Word. O mesmo ocorre com vírus: Quando estiverem em uso, não podemos removê-los).

Para podermos ver os arquivos na iniciação do Windows, pressione as teclas <WINDOWS> + <R> e digite msconfig. Pressione OK.

Agora, entre na aba Iniciação de programas.

Desmarque tudo. Mantenha apenas o Antivírus marcado ou programas do qual conhece e deseja que iniciem quando o computador inicie (como o MSN ou Skype).

a1Em geral, os vírus possuem nomes estranhos, de executáveis. Todos os itens da lista são seguros de remoção, já que não são necessários para que o Windows inicie (até mesmo o Antivírus pode ser removido, mas não o remova!).

ACEITE REINICIAR O COMPUTADOR PARA QUE O VÍRUS NÃO SEJA INICIADO E O ANTIVÍRUS POSSA REMOVÊ-LO.

Desabilitando Serviços do Windows

Alguns vírus, para não serem facilmente desabilitá-los ou removidos pelo Windows, se instalam como serviços.

Serviços são como os programas da iniciação, podendo ser iniciados automaticamente quando o Windows é iniciado. Com uma diferença: Eles podem rodar no nível do Sistema, diferentemente dos programas da iniciação, que rodam no mesmo nível do usuário que está logado.

Por exemplo: Quando um vírus tenta ser executado na conta de Convidado (que possuí recursos limitados de acesso ao sistema [não pode instalar/desinstalar aplicativos, etc]), o vírus não poderá fazer grande coisa. Em alguns casos, ele será inútil, já que não terá acesso aos recursos do sistema (como tentar inspecionar o IE em busca das senhas que você já digitou ou monitorar as teclas que você digita no teclado para roubar senhas que você digita no computador), já que para ter acesso a estes recursos é preciso ter acesso administrativo ao computador.

Mas este é um exemplo que quase nunca se aplica. Isso por que as pessoas, por padrão, executam o Windows com usuários administrativos. Isso por que o usuário Convidado pede toda hora senha ao tentarmos executar um aplicativos ou modificar configurações do sistema.

Quando um vírus se instala como Serviço do Sistema, pode deletar arquivos que pertencem ao sistema (podendo fazer o computador deixar de iniciar) e monitorar o uso do seu computador independente de seu usuário estar sendo executado como Convidado ou não.

O Antivírus, para ter acesso irrestrito ao computador, também se executa como Serviço do Sistema. Por ter acesso irrestrito, ele pode deletar qualquer arquivo, mesmo que o arquivo infectado seja do sistema.

Apenas começamos a ter problemas quando o Vírus também possuí as mesmas permissões do Antivírus. O Antivírus não pode deletá-lo por que eles estão no mesmo nível hierárquico (é como se um sócio tivesse 50% da empresa e queira demitir o outro sócio que também possui 50% da empresa. Ele não conseguirá, já que ambos compartilham a empresa).

Para que o Antivírus possa deletá-lo, precisamos desabilitar o serviço que possibilita a execução do vírus. Ao ser parado, o Antivírus assume seu papel (100% da empresa) e pode deletá-lo.

Abra novamente o msconfig (caso o tenha fechado) e entre na aba Serviços. Marque a caixa Ocultar todos os serviços Microsoft.

Desabilitando apenas serviços que não sejam da Microsoft (seguros de remoção) com o msconfig

Novamente, a mesma regra dos itens da iniciação valem para os Serviços (com a caixa Ocultar todos os serviços Microsoft marcada!): Todos os itens podem ser desativados por não serem serviços do sistema.

Na imagem acima, apenas mantive o serviço que possibilita ao iPhone ser identificado pelo iTunes ao ser conectado no computador (iPod Service) e o serviço Gdp, que é o programa instalado pela Caixa Econômica Federal para podermos ter acesso a conta do banco com maior segurança.

Em geral, o vírus não possuíra um nome indicativo, mas sim o nome do executável. Na dúvida, pesquise pelo nome do Serviço no Google. Mas pode removê-lo sem pensar duas vezes.

ACEITE REINICIAR O COMPUTADOR PARA QUE O SERVIÇO SEJA DESABILITADO.

Limpando os arquivos temporários do sistema

“Como assim, realizar uma limpeza dos arquivos temporários do computador pode remover vírus?”. Sim! Mas não podemos pensar que o CCleaner é um antivírus, nada disso.

O Windows (com o Vista em diante) se tornou muito rígido com os arquivos que são salvos em C:\Windows\system32 (antigo local favorito dos vírus), aceitando apenas arquivos do sistema lá.

Como o Windows Vista deu maior atenção à segurança, arquivos salvos em Arquivos de programas precisam ter um certificado que autentica que o programa é legítimo. Grandes empresas (como Apple e Adobe) possuem certificados, mas vírus e desenvolvedores independentes não o possuem.

Sem este certificado, toda vez que um programa é executado em Arquivos de programas surge uma mensagem na tela pedindo permissão de execução.

Windows_7_UAC

Reprodução / Wikipedia

Para um vírus, isso é péssimo! A intenção do vírus é se manter o mais escondido possível, e uma mensagem destas seria visibilidade demais para ele. Além disso, o usuário tendo que confirmar a execução de algo toda vez que o Windows é iniciado. Com o tempo, esta mensagem enche o saco e ele pesquisará pelo nome do programa na Internet e descobrirá que se trata de um vírus.

Para ser executado sem alertas, qual o melhor local para ser executado? O diretório temporário do Windows. Isso por que este diretório possui permissão de leitura/gravação para todos os usuários do computador. Com isso, ele pode ser executado mesmo quando o usuário que está usando o arquivo seja Convidado.

Além disso, ele sequer precisa se mover para o diretório temporário: Quando baixamos um arquivo da internet, o Internet Explorer salva o arquivo no diretório temporário do sistema para então movê-lo para o local onde indicamos para salvarmos o arquivo.

NOTA: Para que ele seja removido, é preciso que o vírus não esteja executando. Para isso, é importante realizar os dois passos acima (do MSConfig).

Primeiro, faça o Download do CCleaner.

Após o Download e Instalação, abra o CCleaner (está disponível no Menu Iniciar ou dando botão direito na Lixeira Abrir CCleaner…).

Antes de iniciarmos a limpeza, entre em Opções (ícone da engrenagem) > Avançado e desmarque a caixa “Remover somente arquivos temporários criados há mais de 24 horas.“.

Isso é importante por que se a infecção for recente o CCleaner não a removerá.

Agora, volte para a aba “Limpeza” e clique em “Executar limpeza“.

executando-limpeza-ccleaner

Usando o Antivírus

Agora, podemos usar o Antivírus para remover o vírus.

O melhor, neste caso, é iniciar o Windows em Modo de Segurança. No Modo de Segurança, apenas os Serviços básicos para o Windows funcionar são iniciados.

Com isso, caso o Vírus tenha infectado um arquivo do sistema que não seja essencial, podemos removê-lo.

Para que possamos iniciar o Windows em Modo de Segurança, reinicie o computador e fique pressionando a tecla <F8> durante o boot. Com isso, aparecerá as opções de iniciação do Windows. Escolha Modo de segurança.

Modo de Segurança do Windows

(Reprodução)

Caso você esteja usando o Windows 8, o processo é um pouco diferente e pode ser lido neste post.

No Modo de Segurança, precisamos iniciar o Antivírus manualmente (em geral, ele possuí um ícone no Menu Iniciar). Todo antivírus possui seu modo de iniciar a verificação, mas em geral, procure pela opção “Verificar agora“.

Nem sempre o nosso Antivírus consegue remover o vírus: Ele não possui a vacina necessária para removê-lo (desconsiderando a possibilidade dele ser um “Serviço do sistema” ou estar iniciando na iniciação, já que iniciamos em Modo de Segurança).

Nesse caso, o melhor é procurar outra solução (ainda que temporária). As duas soluções que mais recomendo para remoção de vírus são:

  • Dr Web CureIt! - Na sua versão gratuita, ele não é residente (apenas faz a verificação e exclui o vírus). Além disso, a única forma de atualizar as vacinas de vírus é baixando todo o programa novamente. Uso somente para emergências, já que é muito bom! Caso goste dele, você pode comprar a versão (que possui proteção residente e atualizações automáticas) por R$ 44,20 (licença válida por 1 ano).
  • Webroot Spy Sweeper – O antivírus mais agressivo, na minha opinião, e o mais eficiente. Quando o CureIt! não pudia me ajudar, usava o Spy Sweeper. Ele é capaz de encerrar até mesmo o Windows Explorer e desabilitar serviços para remover a ameaça, mesmo que eles estejam em execução. Ele é um antivírus para ninguém por defeito! Mas assim como o CureIt!, ele não é gratuito: Possui versão de demonstração gratuita por 30 dias, e pode ser comprado por R$80,00.

É importante possuir uma proteção residente por que, diferente das soluções apresentadas acima, elas podem excluir o vírus seja executado (mostrando uma mensagem de alerta), impedindo a infecção. Após instalado, um vírus é quase impossível de ser removido!

Restaurando os arquivos deletados do sistema

Caso o vírus que você tenha removido tenha infectado um arquivo do sistema e o Antivírus tenha o removido, caso você reinicie o computador, o Windows pode deixar de iniciar.

A melhor forma de prevenirmos isso é executando o SFC (System File Checker). Ele é um serviço do Windows 2000 (e superiores) que verifica por alterações nos arquivos do sistema, restaurando as versões danificadas ou faltantes dos arquivos do Windows do próprio CD/DVD de instalação.

Logo, para que você possa usá-lo, precisa ter o CD/DVD de instalação do Windows em mãos.

Para executarmos o SFC, abra o Menu iniciar > Acessórios > Ferramentas do sistema. Dê botão direito em Prompt de comando e selecione Executar como administrador (apenas no Windows Vista/7). Para executar o Prompt de comando (cmd) como Administrador no Windows 8, leia este post.

No prompt de comando, use o comando:

sfc /scannow

Após o término da execução (pode levar horas caso o computador seja antigo), podemos reabilitar a Restauração do Sistema (realizando o processo inverso que realizamos para desabilitá-la).

Caso esteja executando o Windows 8, é preciso abrir novamente o MSconfig e mudar o modo de iniciação para Normal para que o Windows não inicie em Modo de Segurança.

“O vírus continua!”

Caso o vírus continue no computador ou o dano que ele causou foi irreparável (lentidão, mensagens de erros frequentes), o melhor a se fazer é formatar (sim, formatar). Salve tudo o que é importante em uma mídia externa e formate o computador.

Não reinstale por cima por que os danos podem continuar lá (o Registro do Windows poderá não ser restaurado ou o vírus pode voltar após a reinstalação caso ele não esteja nos Arquivos do sistema [na reinstalação, o Windows apenas restaura os arquivos do sistema. Caso o vírus esteja em outro local, o computador continuará infectado]).

Procure substituir seu antivírus e Mantenha o Windows atualizado

Agora que o vírus foi removido e a Restauração do Sistema foi reabilitada, é importante focar na prevenção.

Caso sua solução de antivírus não tenha te avisado sobre o vírus a tempo de evitar a infecção, recomendo fortemente substituir sua solução de Antivírus por outra, como o Avira (gratuito). Caso esteja disposto a pagar por uma solução residente de antivírus, recomendo o ESET NOD32 Antivírus.

Se você está executando o Windows 8, você já possui o Microsoft Security Essentials instalado por padrão.

Manter o Windows atualizado ajuda a fechar brechas de segurança do sistema. Os vírus a exploram para que possam invadir seu computador. A Google (e outras empresas) ajudam a Microsoft a detectar vulnerabilidades e a corrigi-las, mas nós precisamos estar atentos a elas e instalá-las sempre.

Você pode abrir o Windows Update no Painel de Controle. Caso o Windows Update não procure atualizações automaticamente, ele o avisará e perguntará se você deseja mudar esta opção. Aceite e mude para, pelo menos, ser avisado próximo ao relógio quando novas atualizações estiverem disponíveis e você estiver disposto a baixá-las e instalá-las.

Windows UpdateCaso seu Windows já tenha saído do tempo de suporte (Windows 2000 terminou em 2010), é importante que você atualize para uma versão mais recente do Windows, como o 7 (ou o WinFLP caso o computador seja muito antigo).